Não se vai a guerra sem estar armado e sem ter um plano na cabeça.
No nosso sonho de ser pianista amador domingueiro, já sabemos que a arma são os pianos digitais. Já o plano, bem, existem vários.
No mundo do piano há basicamente dois métodos de aprendizado: o tecnicismo e o praticismo.
Entre os pianistas que defendem o método tecnicista, o importante sempre é melhorar a técnica. E para tal, vale ficar repetindo movimentos dificílimos a exaustão, mesmo que não pertençam a nenhuma obra em particular. É fácil identificar quem defenda o método, é só observar a enfase aos exercicios manuais de aquecimento, na repetição de escalas etc.
Já os do ramo do praticismo acreditam que se aprende musica tocando musica. Eles se baseiam no método de passagem de conhecimento dos antigos artesãos, onde em suas oficinas os aprendizes aprendiam sua arte fazendo de fato e não teorizando ou praticando mecanicamente partes da arte.
Os dois métodos são importantes e complementares na verdade, e eu, particularmente, preferi nos meus estudos usar o tecnicismo no inicio, somente para me familiarizar com o teclado do piano, e depois me entregar plenamente ao praticismo, pois para um amador é muito mais prazeroso ver o resultado de seus estudos aparecer em pouco tempo de prática do que depois de anos de afinação da técnica. Logo porque, ninguém aqui almeja o profissionalismo.
Dessa forma, é importante iniciar aprendendo-se a identificar as oitavas e teclas do piano (bemol, sustenido), o dó central, o número que identifica cada dedo na mão (1 são os polegares) e ler o básico de partituras.
Isso mesmo, ler partituras! Mesmo que só o superficial já vale. Isso é importante pois as partituras são ótimos professores de musica. É vendo como os outros escreveram a musica que você aprende a como tocar uma.
Para isso, há várias ferramentas que podem nos ajudar nesse campo, como o Crescendo Music Notation, que ajuda a escrever partituras, e o Midi Sheet Music que auxilia a ligar os símbolos da partitura às teclas reais do piano através da execução de arquivos MIDI, que nada mais são do que partituras digitais.
Você pode aprender muito baixando arquivos com extensão "MID" contendo a partitura de suas musicas preferidas, e tocando-os no Midi Sheet Music. Pois essa ferramenta apresenta passo a passo quais teclas do piano você deve pressionar para tocar aquela partitura em particular.
Já o Crescendo lhe ajudará a aperfeiçoar seu entendimento de uma partitura, pois nada melhor do que escrever música para aprender a ler música.
Aprenda a ler o básico de partituras e você irá longe, acredite.
Martelando teclas
domingo, 6 de abril de 2014
O instrumento
Todo amante de piano sonha em ter um belíssimo instrumento em sua sala de estar, não é mesmo?
Mas a realidade logo cai como uma bomba e temos que realinhar nossas expectativas. E nem falo do fator preço, que já seria proibitivo para a maioria esmagadora de nós pobres mortais. E nem do custo de manutenção que tal instrumento traz consigo, pois deve-se afinar o dito cujo pelo menos duas vezes por ano e tem que ser um profissional para conseguir tal proeza.
Santa bênção da modernidade! Sejam os modernos pianos digitais da série Privia da Casio ou os clássicos atemporais da Yamaha, nada substitui a praticidade de um bom piano digital!
Garanto a vocês que se Mozart ou Bach pudessem escolher para ter em casa entre os velhos cravos que eles
tinham a disposição na época e qualquer um dos mais modestos
pianos digitais de hoje, escolheriam sem dó o segundo.
Com um piano digital você tem ao seu dispor um instrumento sempre na melhor afinação, e tão leve que você pode carregá-lo a qualquer lugar mesmo que só tenha o banco traseiro de um velho fusca para tal.
E por que não comprar um daqueles teclados baratos do mercado livre? Bem, pode apostar que se você gosta de clássicos como eu, vai querer teclas que tenham peso parecido com o do piano real e a qualidade de som que pelo menos chegue perto de um.
Isso mesmo, no piano real as teclas tem peso, pois elas acionam um martelo que bate em uma corda de verdade! Como esse martelo tem peso diferente para cada corda, posto que as mais agudas são mais finas e as mais graves mais grossas, as teclas do piano acabam tendo peso diferente ao longo do teclado.
Os pianos digitais tentam emular esse peso diferenciado das teclas, e, lhe digo mais, conseguem bem essa proeza. Posso lhe atestar, não há nada mais gostoso do que tocar em teclas com peso, pois parecem ter vida própria. Há um rebate, uma textura que se sente nos dedos, é indescritível.
Já em um teclado normal, daqueles baratos, você pressiona a tecla e é como se tivesse batido no ar. Não há sentimento tátil ou reação notável.
Então vá por mim, compre um piano digital. Esqueça aquela estória que o teclado emula mil instrumentos diferentes e faz acompanhamento automático. Aprenda a fazer seu próprio acompanhamento, é muito mais gostoso!
E nada de procurar piano digital de 61 teclas, ou cinco oitavas. Compre o completo de 88 teclas, é muito mais prazeroso, imponente e lhe ajudará a praticar bem mais obras.
Outro ponto importante é a tal da polifonia, que nada mais é do que a quantidade de teclas que o piano digital consegue tocar o som ao mesmo tempo. Os da Yamaha começam com 32 teclas de polifonia, que já é de bom tamanho. Já os da Cásio, começam com 128 teclas de polifonia.
A polifonia se faz importante principalmente quando você aciona o pedal sustain. Aliais, compre um para seu piano digital, qualquer um serve, pois é barato.
No sustain a corda virtual fica solta como no sustain do piano real, e você ouve aquele aglomerado gostoso de sons de varias teclas se misturando quando pressiona o pedal. É como no eco das catedrais.
O sustain é necessário em algumas obras e sem polifonia suficiente o som das teclas é cortado para dar lugar a outras teclas tocadas em seguida.
Um piano de 32 teclas de polifonia só consegue tocar ao mesmo tempo 32 teclas no sustain. Quando você toca mais uma, a primeira que foi tocada para de soar.
Outro acessório importante, além do pedal sustain, é o suporte para o piano digital, que pode ser aqueles de metal em X que se encontra no mercado livre. Eles aguentam bem o peso da maioria dos instrumentos mais simples.
E não esqueça de comprar um banquinho, sem encosto mesmo, que facilite a movimentação do corpo ao tocar o instrumento.
Por fim, ponha um bom filtro de linha que elimine ruídos RF da rede elétrica e proteja seu investimento, que no Brasil sairá infelizmente por uns R$2 mil.
Nessas horas, dá raiva de ser brasileiro e ter esse governo monopolista, protecionista e fominha por impostos, posto que instrumentos dessa qualidade são por volta dos U$400 lá fora.
Um pianista amador domingueiro
Resolvi abrir esse blog para registrar minhas experiências como pianista amador domingueiro, um despretensioso aprendiz de piano via youtube, apoiado em buscas no google e ferramentas musicais esquisitas e quase desconhecidas.
O fato é que sempre amei o som particular do piano e sempre sonhei em aprender a tocar. Mas, feito todo mundo igualmente preso no corre corre da vida moderna, como conseguir me dedicar a pelo menos participar de aulas formais do instrumento?E tem o fator talento pra coisa, que confesso não ter nenhum, e um gosto voltado ao classico que nada ajuda, posto meu gosto destoar do que se faz por aí, belamente diga-se de passagem, na musica popular e em teclados de churrascaria.
Outro ponto é que já estou quase quarentão. Então vamos fechar a equação: quarentão sem talento querendo tocar Mozart e afins. Olha só que problemão!
Nas pesquisas preliminares que fiz, metade dos blogs falavam que musica clássica era pra jovem (e falo de menos de 10 anos de idade!) com pretensão a profissional, que tem que estudar 10 anos pra começar a tocar bem a coisa, e por aí vai. A outra metade dizia que era possível aprender a tocar bem mesmo que já seja um adulto e que era até possível chegar ao profissional, mesmo não virando grande mestre pianista no final.
O fato que li sobre inúmeros casos de gente que começou aos 60 anos e conseguiram chegar aonde queriam. Então, se eles puderam, porque eu também não conseguiria?
Um pianista amador pode ser definido pelo que se entende como o significado francês para a palavra "amador", que é aquele que "ama". Então trata-se de alguém que ama o piano.
Entre os pianistas amadores temos os hobbistas de fim de semana, que usam o piano como um passa tempo. Os de família, que aprendem no intuito de aglutinar os entes queridos em momentos especiais. E temos também os que usam o piano para desestressar do dia a dia.
Nessa categoria podemos citar o curioso e impressionante caso de Alan Rusbridger, editor do jornal The Guardian, que escreveu o livro "Toque de novo" que relata sua experiência em aprender, em um ano, a tocar a primeira balada de Chopin, Op.23, que é considerada dificílima mesmo para profissionais. Detalhe: Rusbridger nunca tocou um piano antes, e entrou nessa empreitada meramente como forma de desestressar do dia a dia e de conquistar novos amigos, posto ele ter observado que quem toca um instrumento musical parece tornar-se um magneto para amizades.
Seja como hobbista, tocador pra familia ou mesmo querendo só desestressar e ganhar amigos, tocar piano é muito gostoso e gostaria alegremente de compartilhar com vocês algumas dicas que encontrei por aí na net em como entrar nesse maravilhoso mundo do piano.
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